Em 2011, escrevi aqui um post falando sobre o Superclássico das Américas, entre Brasil x Argentina, e o tanto que aquele duelo tinha de coisas bacanas - jogos no Brasil e na Argentina (não em Londres ou Madri), fortalecimento de uma rivalidade, oportunidade na seleção para jogadores "locais", etc., etc...
Pois bem: depois daquilo, o Superclássico naquele molde teve apenas uma edição, em 2012. Não foi disputado em 2013 e, agora, será jogado... em partida única, na China, com jogadores que atuam na Europa.
Ou seja, o que tinha aparecido como uma boa oportunidade de ser um fôlego para a seleção brasileira e uma oportunidade para ampliar o vínculo entre torcedores e a amarelinha acabou virando mais um genérico "amistoso da seleção", como tantos que há ao longo dos anos, e que pouco entusiasmo despertam.
Algumas razões para a modificação são compreensíveis. A maior delas, o dinheiro. Além disso, o Superclássico no modelo 2011-2012, ao excluir os jogadores "europeus", nos tirava a oportunidade de ver Messi, Neymar e as outras maiores estrelas de Brasil e Argentina.
OK, OK. Mas será que, após uma Copa traumática, o vínculo entre torcedores e seleção será firmado com um jogo do outro lado do mundo? Será que a artificialidade desse tipo de duelo é mesmo do que precisávamos? E será que - e esse talvez seja o componente mais importante - vale a pena retirar jogadores do Brasileirão para jogar uma partida que não vale nada?
O Superclássico parecia um respiro. Mas acabou se tornando mais um caça-níquel irritante. E a antipatia para com a seleção só cresce.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Brasil x Argentina na China
terça-feira, 15 de julho de 2014
Que o respeito definitivo ao futebol alemão seja também um legado da Copa
A Alemanha ganhou três Copas do Mundo entre 1930 e 2010. Na primeira, derrubou Puskas. Na segunda, Cruyff. E na terceira, Maradona.
E ainda assim, aqui no Brasil havia (há?) muita gente que não levava o futebol alemão a sério.
Movidos por um misto de preconceito, patriotismo equivocado e sentimento anti-colonialista, muitos brasileiros se recusavam a acreditar que o futebol praticado pelos alemães é, sim, de qualidade. E colocavam nos germânicos a pecha de retranqueiros, cintura-dura, caneludos e por aí vai. Para coroar o raciocínio, volta e meia apelava-se à seguinte frase: "a Europa é boa apenas na organização; para formar jogadores, ninguém supera Brasil e Argentina".
Opa opa, peraí. Mas peraí MESMO.
Uma parte da frase é até correta. Não deixemos o vexame de 2014 (e os de 2010, 2006...) nos influenciar: o Brasil tem, sim, a mais bonita história do futebol mundial. Ganhamos cinco copas, proporcionamos jogos épicos e somos o berço de gente como Pelé, Garrincha, Tostão, Ronaldo, Romário e, claro, Rivaldo (melhor falar o nome do cara para não ser atacado...).
Agora a Argentina... bem, não se trata de desmerecer o futebol dos nossos vizinhos. É apenas uma questão de enxergar a realidade. Não há nenhuma lógica em afirmar que o futebol argentino é superior - em qualquer aspecto! - ao alemão. A Argentina teve Maradona e tem Messi? Ótimo, realmente um feito impressionante. Mas a Alemanha teve e tem Beckenbauer, Gerd Muller, Thomas Müller, Fritz Walter, o maior artilheiro das Copas, quatro mundiais no currículo, um futebol de clubes excepcional e tantas outras realizações.
Acredito que o tetracampeonato alemão de agora define, com muita propriedade, quem é o segundo maior país do futebol (o primeiro lugar, reitero, é do Brasil). Embora a Alemanha agora tenha apenas empatado com a Itália, é indiscutível que as quatro estrelas alemãs brilham com mais intensidade do que as italianas - não se pode comparar os mundiais de 1934 e 1938 com 1954 e 1974, apenas para equiparar as duas primeiras taças de cada país. Além disso, no somatório geral a Alemanha vence de longe a Itália, devido a sua participação muito maior em finais e semifinais.
Os 7x1 escancararam a superioridade que existe atualmente da seleção alemã sobre a brasileira. E, depois, os mesmos alemães retificaram sua condição de melhor do mundo ao vencer a poderosa Argentina, e abrir sobre os conterrâneos de Maradona uma vantagem que só poderá ser equalizada no mínimo em 2022. Foi uma lição inequívoca do respeito que os germânicos merecem. Aceitemos isso como um bom legado da Copa.
E ainda assim, aqui no Brasil havia (há?) muita gente que não levava o futebol alemão a sério.
Movidos por um misto de preconceito, patriotismo equivocado e sentimento anti-colonialista, muitos brasileiros se recusavam a acreditar que o futebol praticado pelos alemães é, sim, de qualidade. E colocavam nos germânicos a pecha de retranqueiros, cintura-dura, caneludos e por aí vai. Para coroar o raciocínio, volta e meia apelava-se à seguinte frase: "a Europa é boa apenas na organização; para formar jogadores, ninguém supera Brasil e Argentina".
Opa opa, peraí. Mas peraí MESMO.
Uma parte da frase é até correta. Não deixemos o vexame de 2014 (e os de 2010, 2006...) nos influenciar: o Brasil tem, sim, a mais bonita história do futebol mundial. Ganhamos cinco copas, proporcionamos jogos épicos e somos o berço de gente como Pelé, Garrincha, Tostão, Ronaldo, Romário e, claro, Rivaldo (melhor falar o nome do cara para não ser atacado...).
Agora a Argentina... bem, não se trata de desmerecer o futebol dos nossos vizinhos. É apenas uma questão de enxergar a realidade. Não há nenhuma lógica em afirmar que o futebol argentino é superior - em qualquer aspecto! - ao alemão. A Argentina teve Maradona e tem Messi? Ótimo, realmente um feito impressionante. Mas a Alemanha teve e tem Beckenbauer, Gerd Muller, Thomas Müller, Fritz Walter, o maior artilheiro das Copas, quatro mundiais no currículo, um futebol de clubes excepcional e tantas outras realizações.
Acredito que o tetracampeonato alemão de agora define, com muita propriedade, quem é o segundo maior país do futebol (o primeiro lugar, reitero, é do Brasil). Embora a Alemanha agora tenha apenas empatado com a Itália, é indiscutível que as quatro estrelas alemãs brilham com mais intensidade do que as italianas - não se pode comparar os mundiais de 1934 e 1938 com 1954 e 1974, apenas para equiparar as duas primeiras taças de cada país. Além disso, no somatório geral a Alemanha vence de longe a Itália, devido a sua participação muito maior em finais e semifinais.
Os 7x1 escancararam a superioridade que existe atualmente da seleção alemã sobre a brasileira. E, depois, os mesmos alemães retificaram sua condição de melhor do mundo ao vencer a poderosa Argentina, e abrir sobre os conterrâneos de Maradona uma vantagem que só poderá ser equalizada no mínimo em 2022. Foi uma lição inequívoca do respeito que os germânicos merecem. Aceitemos isso como um bom legado da Copa.
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| Na foto, um entre tantos espetáculos proporcionados pela torcida do Borussia Dortmund. Porque se o assunto for a festa fora de campo, eles também estão à frente dos argentinos |
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Uma seleção que diverte
(Aviso: este blogueiro não foi subornado pela CBF, não tem esquema com a Nike, não é contratado pela Globo e nem tem parentesco com o Galvão Bueno. Até estou aberto a negociações, mas elas ainda não apareceram.)
Às vezes parece que reclamar da CBF e da seleção brasileira virou uma certa obrigação na "opinião pública". Por conta de desmandos e incompetências da cartolagem nacional, as pessoas aderiram a um piloto automático que as faz contestar tudo e qualquer coisa que envolva a camisa amarela, Ricardo Teixeira e afins.
É só isso que explica, ao meu ver, a rejeição que os dois Brasil x Argentina enfrentaram em muitos veículos e conversas de bar por aí. Digo isso porque essas partidas - apesar do péssimo nível técnico do jogo de Córdoba - reuniram muitas coisas reivindicadas por muita gente para a seleção brasileira. Senão, vejamos:
- jogo contra um adversário de grande porte: é uma Argentina doméstica, mas ainda assim é a Argentina. Não é Gana, Omã, Estônia ou outras tranqueiras com quem o time jogou recentemente;
- jogo no Brasil: choveram (com razão!), nos últimos anos, críticas ao distanciamento entre a seleção e o povo brasileiro. Pudera: o time fez de Londres a sua casa, tendo Madri como segunda opção. Com exceção das eliminatórias, a seleção mal pisou em solo nacional nos últimos anos. Então nada melhor do que um jogo em território nacional - e a escolha de Belém foi ótima, por ser uma cidade apaixonada por futebol e que está sem times na elite, ou seja, sente a falta de um jogo de nível.
- seleção "brasileira": a seleção tem que ter os principais jogadores de cidadania brasileira, não importando onde atuem. Isso é ponto pacífico. Mas em termos de identificação, é muito mais legal ver com a camisa amarela um cara do Santos, do Corinthians, do Vasco do que do Shakthar Donetsk ou Benfica. Além disso, as convocações dão mais opções a Mano Menezes e aumentam bagagem e experiência dos atletas.
Talvez a maior falha da Copa Roca (ou Superclássico, como queiram chamar) tenha sido a brecha no regulamento que tenha permitido à Argentina convocar jogadores que atuam no Brasil - não por questões técnicas, mas porque isso tira a "pureza" da ideia, do confronto entre as duas ligas.
Fico feliz em saber que teremos mais duelos desses por alguns anos. Vai fazer bem ao futebol. Parabéns, CBF! Parabéns, AFA - mas só por isso, viu? Não se empolguem...
Talvez a maior falha da Copa Roca (ou Superclássico, como queiram chamar) tenha sido a brecha no regulamento que tenha permitido à Argentina convocar jogadores que atuam no Brasil - não por questões técnicas, mas porque isso tira a "pureza" da ideia, do confronto entre as duas ligas.
Fico feliz em saber que teremos mais duelos desses por alguns anos. Vai fazer bem ao futebol. Parabéns, CBF! Parabéns, AFA - mas só por isso, viu? Não se empolguem...
terça-feira, 26 de julho de 2011
Argentina cria seu Brasileirão de 1993
A essa altura todo mundo já sabe, mas não custa nada reforçar: a AFA (a CBF da terra de Carlos Alberto Galván) decidiu impor uma virada de mesa no Campeonato Argentino, que vigorará a partir da temporada 2012/3. A medida prevê que a partir desta temporada em questão o campeonato local passará a ter 40 times, em oposição aos 20 atuais. O inchaço será feito com a promoção de praticamente todos os times que disputarão a próxima edição da Nacional B (a Série B local) - apenas quatro, que cairão para a terceirona, não subirão de nível.
A medida tem como objetivo óbvio e descarado salvar o River Plate. O time millionario foi rebaixado no mês passado após perder um playoff com o Belgrano que definia quem jogaria a elite. Vale ressaltar que o River "fez esforço" pra cair: a Argentina adota (ou adotava até essa virada de mesa) o sistema de promedio, no qual o rebaixamento é definido pela média de pontos obtidos pelos clubes nas últimas três temporadas. Ou seja, não basta um único campeonato ruim para ser rebaixado, mas sim uma sequência na draga.
Temerosa que o tradicionalíssimo clube ficasse por muito tempo no purgatório futebolístico, a AFA deu um jeito para que voltemos a ter o River na elite logo logo. Criou assim um monstrengo. A Argentina, que utilizou o sistema de pontos corridos antes do Brasil, terá a partir de 2012/3 um campeonato em que os clubes serão divididos em cinco grupos com oito equipes cada. Parte passará para a próxima fase, a partir da qual se iniciará um mata-mata até a determinação do campeão.
No Brasil, o clube que ficou tachado por ter sido beneficiado com viradas de mesa foi o Fluminense. Mas a medida argentina relembra, na verdade, algo que não teve como destinatário o tricolor carioca, e sim o gaúcho.
Em 1992, o Grêmio jogava a segunda divisão nacional. O clube fez péssima campanha no Brasileirão de 1991 - apenas três vitórias em 19 jogos -, ficou em penúltimo lugar e amargou o descenso. Que realmente ocorreu; não houve virada de mesa. O Grêmio jogou, pra valer, a Série B de 1992, tendo como adversários clubes do naipe de Picos-PI, Confiança-SE e Itaperuna-RJ.
Pois bem: apesar de todo este quadro, a campanha do gigante gaúcho era péssima. O time chegou a se classificar para a segunda fase do torneio, mas sua trajetória não empolgava ninguém. Havia um real risco de se ter o Grêmio jogando a segundona por dois anos seguidos.
O que decidiu a CBF, então? Que a segunda divisão de 1992 passaria a ser o campeonato mais camarada do mundo! De seus 32 clubes, 12 subiriam para a elite brasileira no ano seguinte. O detalhe é que isso foi atestado depois do campeonato em curso, ou seja, times foram promovidos sem sequer perceberem que estavam alcançando tal feito.
Assim, o Grêmio conseguiu subir de divisão. Com ele, potências como União São João e Desportiva-ES também chegaram à elite.
E a pataquada foi coroada quando da decisão do formato do Brasileirão de 1993. Sem respeitar qualquer critério técnico, a CBF decidiu que o Nacional daquele ano teria quatro chaves - duas para a elite, nas quais não havia rebaixamento, e duas para o restante. O Grêmio ficou no grupo superior.
É isso que lembramos quando vemos o que a Argentina acabou de decidir. Tempos que, se tinham jogadores brilhantes em campo e festas na arquibancada incomparáveis às atuais, no que se refere ao extracampo estão longe de merecerem qualquer espécie de saudosismo. O Brasil evoluiu, e a Argentina, infelizmente, foi na mão oposta.
E para fechar o post, ilustro o texto com o vídeo de Vitória x Paraná, duelo entre os times da "não-elite" do Brasileiro de 1993 que colocou o time baiano nas semifinais do torneio maior:
A medida tem como objetivo óbvio e descarado salvar o River Plate. O time millionario foi rebaixado no mês passado após perder um playoff com o Belgrano que definia quem jogaria a elite. Vale ressaltar que o River "fez esforço" pra cair: a Argentina adota (ou adotava até essa virada de mesa) o sistema de promedio, no qual o rebaixamento é definido pela média de pontos obtidos pelos clubes nas últimas três temporadas. Ou seja, não basta um único campeonato ruim para ser rebaixado, mas sim uma sequência na draga.
Temerosa que o tradicionalíssimo clube ficasse por muito tempo no purgatório futebolístico, a AFA deu um jeito para que voltemos a ter o River na elite logo logo. Criou assim um monstrengo. A Argentina, que utilizou o sistema de pontos corridos antes do Brasil, terá a partir de 2012/3 um campeonato em que os clubes serão divididos em cinco grupos com oito equipes cada. Parte passará para a próxima fase, a partir da qual se iniciará um mata-mata até a determinação do campeão.
No Brasil, o clube que ficou tachado por ter sido beneficiado com viradas de mesa foi o Fluminense. Mas a medida argentina relembra, na verdade, algo que não teve como destinatário o tricolor carioca, e sim o gaúcho.
Em 1992, o Grêmio jogava a segunda divisão nacional. O clube fez péssima campanha no Brasileirão de 1991 - apenas três vitórias em 19 jogos -, ficou em penúltimo lugar e amargou o descenso. Que realmente ocorreu; não houve virada de mesa. O Grêmio jogou, pra valer, a Série B de 1992, tendo como adversários clubes do naipe de Picos-PI, Confiança-SE e Itaperuna-RJ.
Pois bem: apesar de todo este quadro, a campanha do gigante gaúcho era péssima. O time chegou a se classificar para a segunda fase do torneio, mas sua trajetória não empolgava ninguém. Havia um real risco de se ter o Grêmio jogando a segundona por dois anos seguidos.
O que decidiu a CBF, então? Que a segunda divisão de 1992 passaria a ser o campeonato mais camarada do mundo! De seus 32 clubes, 12 subiriam para a elite brasileira no ano seguinte. O detalhe é que isso foi atestado depois do campeonato em curso, ou seja, times foram promovidos sem sequer perceberem que estavam alcançando tal feito.
Assim, o Grêmio conseguiu subir de divisão. Com ele, potências como União São João e Desportiva-ES também chegaram à elite.
E a pataquada foi coroada quando da decisão do formato do Brasileirão de 1993. Sem respeitar qualquer critério técnico, a CBF decidiu que o Nacional daquele ano teria quatro chaves - duas para a elite, nas quais não havia rebaixamento, e duas para o restante. O Grêmio ficou no grupo superior.
É isso que lembramos quando vemos o que a Argentina acabou de decidir. Tempos que, se tinham jogadores brilhantes em campo e festas na arquibancada incomparáveis às atuais, no que se refere ao extracampo estão longe de merecerem qualquer espécie de saudosismo. O Brasil evoluiu, e a Argentina, infelizmente, foi na mão oposta.
E para fechar o post, ilustro o texto com o vídeo de Vitória x Paraná, duelo entre os times da "não-elite" do Brasileiro de 1993 que colocou o time baiano nas semifinais do torneio maior:
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
Em busca da medalha de bronze
Entre 1978 e 1986, a Argentina foi por duas vezes campeã da Copa do Mundo. O Brasil já contabilizava à época o tricampeonato. Acabou a década de 1990, passou a de 2000 e uma certeza se consolidou no futebol sul-americano: a hegemonia continental pertencia em definitivo a Brasil e Argentina, com os outros países lutando para serem considerados a terceira força. O que incluia o Uruguai, detentor do primeiro título mundial, e considerado uma potência ímpar até meados dos anos 1950.
Nesta briga pela terceira posição no continente, houve um lampejo por parte da Colômbia, cujo início pode ser simbolizado pelo 5x0 sobre a Argentina em 1993, em jogo válido pelas Eliminatórias, e que tem como ícone de seu encerramento a derrota para os EUA na Copa do Mundo do ano seguinte.
Posteriormente, coube ao Paraguai encampar a vocação para terceira força continental. A seleção guarani, até 1986, havia disputado apenas quatro Copas do Mundo; e a partir de 1998 iniciou uma trajetória que registrou em 2010 o quarto mundial consecutivo, com direito a uma histórica chegada às quartas-de-final da competição. O bom momento se verificou também nos clubes, com o Olimpia faturando a Libertadores de 2002 e Libertad e Cerro Porteño fazendo campanhas dignas.
E quando parecia que o Paraguai era em definitivo a terceira seleção do continente, veio um assombroso ressurgimento do futebol uruguaio. Que se mostrou ao mundo com a épica campanha na Copa da África do Sul e deixou claro que não era fogo de palha com as realizações de 2011 - vice-campeonato sul-americano sub-20; vice-campeonato mundial sub-17; vice-campeonato da Libertadores, com o Peñarol.
Pois bem: quis o destino - e os cobradores brasileiros de pênalti - que Uruguai e Paraguai se classificassem para a decisão da Copa América, que acontece no domingo. Duas zebras: a expectativa geral era que Brasil e Argentina decidissem o torneio.
A própria eliminação precoce de brasileiros e argentinos deixa claro que a Copa América não é o único e nem maior parâmetro para determinar a escala das forças do continente - o fiasco não tira, em hipótese alguma, o posto de Brasil e Argentina como hegemônicos. Mas, de qualquer modo, serve para apontar quem está no rumo certo.
Por isso, mais do que decidir quem leva para casa o troféu dessa fraca Copa América, Uruguai e Paraguai também apontarão quem merece ter a medalha sul-americana de bronze no peito.
Nesta briga pela terceira posição no continente, houve um lampejo por parte da Colômbia, cujo início pode ser simbolizado pelo 5x0 sobre a Argentina em 1993, em jogo válido pelas Eliminatórias, e que tem como ícone de seu encerramento a derrota para os EUA na Copa do Mundo do ano seguinte.Posteriormente, coube ao Paraguai encampar a vocação para terceira força continental. A seleção guarani, até 1986, havia disputado apenas quatro Copas do Mundo; e a partir de 1998 iniciou uma trajetória que registrou em 2010 o quarto mundial consecutivo, com direito a uma histórica chegada às quartas-de-final da competição. O bom momento se verificou também nos clubes, com o Olimpia faturando a Libertadores de 2002 e Libertad e Cerro Porteño fazendo campanhas dignas.
E quando parecia que o Paraguai era em definitivo a terceira seleção do continente, veio um assombroso ressurgimento do futebol uruguaio. Que se mostrou ao mundo com a épica campanha na Copa da África do Sul e deixou claro que não era fogo de palha com as realizações de 2011 - vice-campeonato sul-americano sub-20; vice-campeonato mundial sub-17; vice-campeonato da Libertadores, com o Peñarol.Pois bem: quis o destino - e os cobradores brasileiros de pênalti - que Uruguai e Paraguai se classificassem para a decisão da Copa América, que acontece no domingo. Duas zebras: a expectativa geral era que Brasil e Argentina decidissem o torneio.
A própria eliminação precoce de brasileiros e argentinos deixa claro que a Copa América não é o único e nem maior parâmetro para determinar a escala das forças do continente - o fiasco não tira, em hipótese alguma, o posto de Brasil e Argentina como hegemônicos. Mas, de qualquer modo, serve para apontar quem está no rumo certo.
Por isso, mais do que decidir quem leva para casa o troféu dessa fraca Copa América, Uruguai e Paraguai também apontarão quem merece ter a medalha sul-americana de bronze no peito.
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