O título do Atlético-MG na Recopa ficou marcado pelo sufoco - que contrariou quem previa uma barbada, já que o Galo havia vencido na Argentina - e também pelo inusitadíssimo gol do título, um tento contra assinado por Ayala. O gol sacramentou a vitória do Atlético na prorrogação e derrubou de vez qualquer entusiasmo do Lanús, que ainda ambicionava um empate no tempo extra. Para quem não viu, fica o registro:
Estamos acostumados a ver gols engraçados aqui e ali, mas é raro que eles sejam verdadeiramente importantes, como foi o de ontem. Puxando pela cabeça, lembro do involuntário (e absurdamente decisivo) marcado por Muller, no Mundial Interclubes de 1993: ele pulou para evitar o choque com o goleiro e viu a bola bater em seu calcanhar, e posteriormente morrendo na rede.
Alguém sabe de mais algum gol bizarro que tenha definido título, rebaixamento, vaga em Copa do Mundo ou coisa parecida?
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quinta-feira, 24 de julho de 2014
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
10 conclusões precipitadas sobre o Brasileirão 2013
O Brasileirão está acabando, a temporada 2013 também, e agora é hora de analisar o que se passou. É um tempo que costuma ser marcado pelos "engenheiros de obra pronta", aquela galera que, com os resultados em mãos, enche o peito para explicá-los com uma precisão invejável.
Vamos analisar algumas conclusões precipitadas que emergem após o término do Campeonato Brasileiro.
1. Pontos corridos são chatos, volta mata-mata
Não tem jeito: toda vez que o Brasileiro tiver seu campeão conhecido com muita antecedência, o que será o caso de agora, o grito do "volta mata-mata" ecoará - embora ele já tenha tido mais força, reconheçamos. Eu mesmo sempre fui um inimigo dos pontos corridos, mas hoje não há como negar que abandonar a fórmula seria um retrocesso. Estamos há 10 anos com campeonatos brasileiros em que todo mundo sabe qual a tabela, qual o formato, onde as regras são respeitadas (com um tropeço ou outro), e por aí vai. Não acho que devemos abrir mão disso - e os pontos corridos são a base para essa organização.
2. O Atlético-PR mostrou o caminho: vamos todos ignorar os estaduais
O Furacão faz um ano histórico: está na final da Copa do Brasil (seu melhor desempenho na história do torneio), muito perto de se garantir na Libertadores via Brasileiro e deve terminar o nacional com um honroso vice-campeonato. No começo do ano, o time disputou o Paranaense com uma equipe sub-23 e deixou os titulares aprimorando a forma física e técnica. Soma-se uma coisa à outra (e acrescente a eterna bronca com os estaduais) e tem-se aí uma fórmula mágica. A tábua da verdade vem do Paraná: vamos todos desprezar o estadual e aí é só colher o sucesso no segundo semestre.
É preciso ter calma com isso, por três motivos: o primeiro é que o sucesso apareceu apenas (por enquanto) nesse ano, o primeiro da experiência. Não se pode cravar que a regra se aplicará com todos os outros que se utilizarem da tática. O segundo é que o "pensamento de longo prazo" não foi tãããão real assim no Furacão - o time trocou de técnico no início do Brasileiro; ou seja, não é o mesmo comando desde o início da temporada. E, em terceiro lugar, outros estaduais - em especial o Paulista - são mais competitivos que o Paranaense. Um santista/são-paulino/corintiano/palmeirense pode achar que o Paulistão não vale nem metade do que valem outras taças, mas decerto esse torcedor não quer o rebaixamento da equipe. Vamos esperar o Atlético-PR seguir a ideia ano que vem (além de ver se mais equipes adotam a metodologia) para aí ver se a coisa tem mais procedência.
3. Vanderlei Luxemburgo já era
Ele pegou um Fluminense ruim e entregou ainda pior. Além disso, não conquista algo diferente de estadual há muito tempo. Tudo isso é verdade, mas cabe um pouco mais de calma na hora de dizer que Luxemburgo se tornou um técnico medíocre. Ele ainda tem condições de fazer trabalhos de média qualidade - como o feito no ano passado, quando levou o Grêmio à Libertadores. Já é mais do que muito treinador é capaz de fazer. Deve figurar num time grande ano que vem.
4. O ideal é investir em jogadores baratos
A campanha do Cruzeiro impressiona tanto pelos números assombrosos quanto pela ausência de medalhões no elenco azul. Quem é "o cara" do Cruzeiro? É fato que o time não tem um consagrado como tinha o campeão do ano passado - Fred no Fluminense - e nem mesmo como tivera em 2003, com Alex. Isso mostra uma grande virtude do time cruzeirense, mas é algo que não pode ser interpretado como receita inabalável de sucesso. Dezenas de times foram montados como o elenco atual do Cruzeiro - com uma mescla de jogadores da base, jovens até então desconhecidos e atletas rodados que não emplacaram tanto assim em outros times grandes - e a maioria não deu certo. Ou você soltaria fogos se, no começo do ano, seu time contratasse Dagoberto, Everton Ribeiro e Borges?
5. O que vale é a competência, identificação pode ser desprezada
A filosofia dos "não-medalhões" cruzeirenses se estendeu ao banco, comandado por Marcelo Oliveira - que, até então, tinha uma carreira pequena em clubes grandes. E, mais que isso, carregava (ou carrega?) uma identificação grande com o rival Atlético-MG. Eu não acredito que uma identificação, por maior que seja, impede um profissional de trabalhar em um rival. Mas não podemos negar que é um fator, que, sim, dá sua contribuiçãozinha para que as coisas sejam prejudicadas (o que foi superado no caso atual do Cruzeiro). Se o time azul tropeçasse no começo do campeonato, certamente a atleticanidade de Marcelo seria evocada.
6. O Corinthians foi burro ao investir milhões em Alexandre Pato
Agora o oposto do que aconteceu com o Cruzeiro: o Corinthians investiu milhões em um jogador consagrado que não deu certo. Uma boa matéria do UOL até traçou um paralelo entre os casos, revelando que o montante gasto do Corinthians com Pato compraria todo o Cruzeiro campeão. Então fica a lição de que gastar milhões com um só cara é besteira? Não necessariamente. Pato não vingou no Corinthians por uma série de motivos - e o futebol tem milhões de negócios que se encaixam na categoria do "boas contratações que não deram certo". Pato é só mais um deles. Relançando pergunta de item anterior: quem você gostaria de ver seu time contratando no início do ano, Alexandre Pato ou Everton Ribeiro?
7. Estádio novo é sinal de prejuízo, distanciamento da torcida e maus resultados
O pior time do campeonato, o Náutico, joga em um dos melhores estádios da competição - a Arena Pernambuco, uma das sedes da Copa de 2014. Jogar na nova casa e deixar o tradicionalíssimo Aflitos foi um fator apontado como um dos motivos pelo péssimo brasileirão alvirrubro. O presidente do time chegou até a culpar o bom gramado da Arena - é sério - como elemento relevante. Precisa mesmo comentar? Melhor só recomendar ao dirigente do Timbu - e a quem achar isso - ver o precário e decadente estádio em que joga o Cruzeiro, o campeão.
8. Aposenta, Rogério Ceni / Fica, Rogério Ceni
Aí você pode escolher a sua conclusão precipitada de sua preferência: embora contraditória, as duas pipocaram por aí nos últimos meses. Rogério foi um dos responsáveis, sim, pela má fase do tricolor, que sugeria um rebaixamento - tanto (não) defendendo quanto falhando nas cobranças de pênaltis e faltas. Mas aí o São Paulo ressurgiu e Rogério voltou a jogar bem. E, embora não sendo no Brasileirão, a partida dele contra a Universidad Católica será daquelas lembradas por muitos anos - e virou um argumento para quem defende o veterano. Uma opinião definitiva e "imexível" sobre Rogério é, agora, algo bem precipitado.
9. "Brasília é uma festa", ou "Encontrada a solução para os elefantes brancos"
Vamos analisar algumas conclusões precipitadas que emergem após o término do Campeonato Brasileiro.
1. Pontos corridos são chatos, volta mata-mata
Não tem jeito: toda vez que o Brasileiro tiver seu campeão conhecido com muita antecedência, o que será o caso de agora, o grito do "volta mata-mata" ecoará - embora ele já tenha tido mais força, reconheçamos. Eu mesmo sempre fui um inimigo dos pontos corridos, mas hoje não há como negar que abandonar a fórmula seria um retrocesso. Estamos há 10 anos com campeonatos brasileiros em que todo mundo sabe qual a tabela, qual o formato, onde as regras são respeitadas (com um tropeço ou outro), e por aí vai. Não acho que devemos abrir mão disso - e os pontos corridos são a base para essa organização.
2. O Atlético-PR mostrou o caminho: vamos todos ignorar os estaduais
O Furacão faz um ano histórico: está na final da Copa do Brasil (seu melhor desempenho na história do torneio), muito perto de se garantir na Libertadores via Brasileiro e deve terminar o nacional com um honroso vice-campeonato. No começo do ano, o time disputou o Paranaense com uma equipe sub-23 e deixou os titulares aprimorando a forma física e técnica. Soma-se uma coisa à outra (e acrescente a eterna bronca com os estaduais) e tem-se aí uma fórmula mágica. A tábua da verdade vem do Paraná: vamos todos desprezar o estadual e aí é só colher o sucesso no segundo semestre.
É preciso ter calma com isso, por três motivos: o primeiro é que o sucesso apareceu apenas (por enquanto) nesse ano, o primeiro da experiência. Não se pode cravar que a regra se aplicará com todos os outros que se utilizarem da tática. O segundo é que o "pensamento de longo prazo" não foi tãããão real assim no Furacão - o time trocou de técnico no início do Brasileiro; ou seja, não é o mesmo comando desde o início da temporada. E, em terceiro lugar, outros estaduais - em especial o Paulista - são mais competitivos que o Paranaense. Um santista/são-paulino/corintiano/palmeirense pode achar que o Paulistão não vale nem metade do que valem outras taças, mas decerto esse torcedor não quer o rebaixamento da equipe. Vamos esperar o Atlético-PR seguir a ideia ano que vem (além de ver se mais equipes adotam a metodologia) para aí ver se a coisa tem mais procedência.
3. Vanderlei Luxemburgo já era
Ele pegou um Fluminense ruim e entregou ainda pior. Além disso, não conquista algo diferente de estadual há muito tempo. Tudo isso é verdade, mas cabe um pouco mais de calma na hora de dizer que Luxemburgo se tornou um técnico medíocre. Ele ainda tem condições de fazer trabalhos de média qualidade - como o feito no ano passado, quando levou o Grêmio à Libertadores. Já é mais do que muito treinador é capaz de fazer. Deve figurar num time grande ano que vem.
4. O ideal é investir em jogadores baratos
A campanha do Cruzeiro impressiona tanto pelos números assombrosos quanto pela ausência de medalhões no elenco azul. Quem é "o cara" do Cruzeiro? É fato que o time não tem um consagrado como tinha o campeão do ano passado - Fred no Fluminense - e nem mesmo como tivera em 2003, com Alex. Isso mostra uma grande virtude do time cruzeirense, mas é algo que não pode ser interpretado como receita inabalável de sucesso. Dezenas de times foram montados como o elenco atual do Cruzeiro - com uma mescla de jogadores da base, jovens até então desconhecidos e atletas rodados que não emplacaram tanto assim em outros times grandes - e a maioria não deu certo. Ou você soltaria fogos se, no começo do ano, seu time contratasse Dagoberto, Everton Ribeiro e Borges?
5. O que vale é a competência, identificação pode ser desprezada
A filosofia dos "não-medalhões" cruzeirenses se estendeu ao banco, comandado por Marcelo Oliveira - que, até então, tinha uma carreira pequena em clubes grandes. E, mais que isso, carregava (ou carrega?) uma identificação grande com o rival Atlético-MG. Eu não acredito que uma identificação, por maior que seja, impede um profissional de trabalhar em um rival. Mas não podemos negar que é um fator, que, sim, dá sua contribuiçãozinha para que as coisas sejam prejudicadas (o que foi superado no caso atual do Cruzeiro). Se o time azul tropeçasse no começo do campeonato, certamente a atleticanidade de Marcelo seria evocada.
6. O Corinthians foi burro ao investir milhões em Alexandre Pato
Agora o oposto do que aconteceu com o Cruzeiro: o Corinthians investiu milhões em um jogador consagrado que não deu certo. Uma boa matéria do UOL até traçou um paralelo entre os casos, revelando que o montante gasto do Corinthians com Pato compraria todo o Cruzeiro campeão. Então fica a lição de que gastar milhões com um só cara é besteira? Não necessariamente. Pato não vingou no Corinthians por uma série de motivos - e o futebol tem milhões de negócios que se encaixam na categoria do "boas contratações que não deram certo". Pato é só mais um deles. Relançando pergunta de item anterior: quem você gostaria de ver seu time contratando no início do ano, Alexandre Pato ou Everton Ribeiro?
7. Estádio novo é sinal de prejuízo, distanciamento da torcida e maus resultados
O pior time do campeonato, o Náutico, joga em um dos melhores estádios da competição - a Arena Pernambuco, uma das sedes da Copa de 2014. Jogar na nova casa e deixar o tradicionalíssimo Aflitos foi um fator apontado como um dos motivos pelo péssimo brasileirão alvirrubro. O presidente do time chegou até a culpar o bom gramado da Arena - é sério - como elemento relevante. Precisa mesmo comentar? Melhor só recomendar ao dirigente do Timbu - e a quem achar isso - ver o precário e decadente estádio em que joga o Cruzeiro, o campeão.
8. Aposenta, Rogério Ceni / Fica, Rogério Ceni
Aí você pode escolher a sua conclusão precipitada de sua preferência: embora contraditória, as duas pipocaram por aí nos últimos meses. Rogério foi um dos responsáveis, sim, pela má fase do tricolor, que sugeria um rebaixamento - tanto (não) defendendo quanto falhando nas cobranças de pênaltis e faltas. Mas aí o São Paulo ressurgiu e Rogério voltou a jogar bem. E, embora não sendo no Brasileirão, a partida dele contra a Universidad Católica será daquelas lembradas por muitos anos - e virou um argumento para quem defende o veterano. Uma opinião definitiva e "imexível" sobre Rogério é, agora, algo bem precipitado.
9. "Brasília é uma festa", ou "Encontrada a solução para os elefantes brancos"
A abertura do Brasileirão registrou mais de 60 mil torcedores - inclusive este que vos escreve - para prestigiar o primeiro jogo grande do estádio Mané Garrincha, em Brasília, entre Santos e Flamengo. Casa cheia, ausência de problemas sérios de violência, empolgação com o estádio e tentativa de reversão da pecha de "elefante branco" motivaram o Flamengo e outros times a mandarem jogos no estádio. Parecia que ali estava a solução para as caras arenas erguidas em cidades sem muita tradição futebolística. Mas a conclusão precipitada foi se desmontando ao longo do próprio Brasileiro - o público em Brasília decaiu a cada rodada, principalmente por causa da perda do "efeito novidade". Vamos ver como a coisa fica no ano que vem, principalmente no pós-Copa.
10. Ronaldinho Gaúcho faz mal ao Atlético-MG; Fernandinho é o cara
O Galo ganhou a Libertadores e, em seguida - como é quase uma regra entre os times brasileiros - entrou em má fase. Foi eliminado da Copa do Brasil e deixou de vencer no Brasileirão, chegando até a se aproximar da zona do rebaixamento. Ronaldinho não vinha bem. Aí ele se contundiu. O Atlético trouxe Fernandinho, ex-São Paulo, para sua linha de frente e o time melhorou - hoje "briga pela Libertadores", no sentido metafórico do termo.
Apesar de os fatos sugerirem isso, é preciso ter calma para definir Ronaldinho como a chaga do Galo - e ainda mais cautela na hora de considerar Fernandinho um craque. Ninguém alcança o status de Ronaldinho à toa. E o time inteiro jogou mal no pós-Libertadores, não só ele. Quanto a Fernandinho, não há são-paulino que não tenha comemorado quando ele deixou o Morumbi tempos atrás. Deu certo no Galo, é fato, mas que ninguém diga que era uma tacada certeira.
10. Ronaldinho Gaúcho faz mal ao Atlético-MG; Fernandinho é o cara
O Galo ganhou a Libertadores e, em seguida - como é quase uma regra entre os times brasileiros - entrou em má fase. Foi eliminado da Copa do Brasil e deixou de vencer no Brasileirão, chegando até a se aproximar da zona do rebaixamento. Ronaldinho não vinha bem. Aí ele se contundiu. O Atlético trouxe Fernandinho, ex-São Paulo, para sua linha de frente e o time melhorou - hoje "briga pela Libertadores", no sentido metafórico do termo.
Apesar de os fatos sugerirem isso, é preciso ter calma para definir Ronaldinho como a chaga do Galo - e ainda mais cautela na hora de considerar Fernandinho um craque. Ninguém alcança o status de Ronaldinho à toa. E o time inteiro jogou mal no pós-Libertadores, não só ele. Quanto a Fernandinho, não há são-paulino que não tenha comemorado quando ele deixou o Morumbi tempos atrás. Deu certo no Galo, é fato, mas que ninguém diga que era uma tacada certeira.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
Atlético campeão da Libertadores: números, fatos e outros dados irrelevantes
O Atlético-MG ganhou a Libertadores, acabou com a fama de "monotítulo" e jogará, no fim do ano, o Mundial de Clubes. Aí vão alguns dados/fatos/curiosidades ligados à conquista do alvinegro:
- com o título do Galo, Belo Horizonte passa o Rio de Janeiro e passa a ser, ao lado de Santos, a terceira cidade brasileira com mais troféus da Libertadores, com três taças (as outras duas são do Cruzeiro). São Paulo, com cinco (três do São Paulo, uma do Palmeiras e uma do Corinthians) encabeça a lista, seguida de Porto Alegre (quatro, com cada um da dupla Gre-Nal levantando duas). O Rio, reforçando, tem apenas duas - uma do Vasco e a outra do Flamengo. Nenhuma outra cidade brasileira tem um clube campeão da Libertadores (ah, São Caetano...).
- essa foi muito falada ontem durante a transmissão, mas vale o registro: ao perder o título mesmo tendo vencido o jogo de ida por dois gols de diferença, o Olimpia repete um "feito" que o próprio clube estabeleceu em 1989, quando viu a taça escapar de forma semelhante. Foram as duas únicas ocasiões em que isso ocorreu.
- a final de ontem foi apenas a segunda decisão entre brasileiros e paraguaios. A outra foi em 2002, quando o Olimpia venceu o São Caetano.
- o Brasil conquistou, com o Atlético, seu quarto título seguido na competição (Inter/10, Santos/11, Corinthians/12, só pra lembrar). Embora não tenha sido a primeira vez que uma sequência de quatro taças tenha sido alcançada, a atual é a primeira com quatro clubes diferentes - a Argentina enfileirou quatro troféus entre 1967 e 1970, mas os três últimos foram conquistados pela mesma equipe, o Estudiantes, e outros quatro entre 1972 e 1975, todos com o Independiente.
- aliás, a combinação quatro-times-diferentes-seguidos-do-mesmo-país é única no mundo, se considerarmos as principais competições interclubes de todos os continentes.
- como curiosidade, vale lembrar que a Inglaterra tem uma sequência também única de seis títulos consecutivos na Champions League, embora sem a mesma diversidade de times: Liverpool 77 e 78, Nottingham Forest 79 e 80, Liverpool 81 e Aston Villa 82.
- ainda no tema "sequências", os três títulos alvinegros consecutivos na Libertadores (Santos, Corinthians e Atlético) constituem também uma inédita no torneio - descontando-se, claro, as séries conquistadas por um só time.
- pra fechar o tema, mais uma série histórica: os quatro títulos brasileiros da sequência atual foram conquistados por técnicos que jamais haviam vencido a competição (Celso Roth, Muricy, Tite e Cuca).
- Ronaldinho Gaúcho é o primeiro campeão da Libertadores que já foi agraciado com o título de melhor do mundo da FIFA. Cabe registrar que são poucos os detentores da honraria que já jogaram o principal torneio sul-americano. Breve retrospectiva: Romário caiu com o Vasco nas quartas em 2001; Ronaldo perdeu, com o Cruzeiro, para o Unión Española em 1994 e, com o Corinthians, para o Tolima em 2010; Rivaldo esteve no Palmeiras derrotado para o Grêmio em 1995 e no Cruzeiro que perdeu para o Deportivo Cali em 2004. Messi e Kaká, os outros dois sul-americanos eleitos melhores do mundo, não disputaram nenhuma edição da Libertadores.
- também sobre Ronaldinho, ele entrou para um seletíssimo grupo de jogadores que já foram campeões de Libertadores, Champions League e Copa do Mundo, ao lado de Cafu, Dida e Roque Júnior.
E vai aí um quadro de medalhas referente ao desempenho dos times brasileiros na história da Libertadores. Adotei o critério-judô na hora de definir as medalhas de bronze - ou seja, todos que chegaram à semifinal vão para o pódio. O método é necessário porque não há, na Libertadores, disputa de terceiro lugar; além disso, o torneio historicamente teve regulamentos diferentes, em que nem todos os times disputavam os mesmos números de jogos. Mais fácil (e até mesmo preciso) deixar assim mesmo.
- com o título do Galo, Belo Horizonte passa o Rio de Janeiro e passa a ser, ao lado de Santos, a terceira cidade brasileira com mais troféus da Libertadores, com três taças (as outras duas são do Cruzeiro). São Paulo, com cinco (três do São Paulo, uma do Palmeiras e uma do Corinthians) encabeça a lista, seguida de Porto Alegre (quatro, com cada um da dupla Gre-Nal levantando duas). O Rio, reforçando, tem apenas duas - uma do Vasco e a outra do Flamengo. Nenhuma outra cidade brasileira tem um clube campeão da Libertadores (ah, São Caetano...).
- essa foi muito falada ontem durante a transmissão, mas vale o registro: ao perder o título mesmo tendo vencido o jogo de ida por dois gols de diferença, o Olimpia repete um "feito" que o próprio clube estabeleceu em 1989, quando viu a taça escapar de forma semelhante. Foram as duas únicas ocasiões em que isso ocorreu.
- a final de ontem foi apenas a segunda decisão entre brasileiros e paraguaios. A outra foi em 2002, quando o Olimpia venceu o São Caetano.
- o Brasil conquistou, com o Atlético, seu quarto título seguido na competição (Inter/10, Santos/11, Corinthians/12, só pra lembrar). Embora não tenha sido a primeira vez que uma sequência de quatro taças tenha sido alcançada, a atual é a primeira com quatro clubes diferentes - a Argentina enfileirou quatro troféus entre 1967 e 1970, mas os três últimos foram conquistados pela mesma equipe, o Estudiantes, e outros quatro entre 1972 e 1975, todos com o Independiente.
- aliás, a combinação quatro-times-diferentes-seguidos-do-mesmo-país é única no mundo, se considerarmos as principais competições interclubes de todos os continentes.
- como curiosidade, vale lembrar que a Inglaterra tem uma sequência também única de seis títulos consecutivos na Champions League, embora sem a mesma diversidade de times: Liverpool 77 e 78, Nottingham Forest 79 e 80, Liverpool 81 e Aston Villa 82.
- ainda no tema "sequências", os três títulos alvinegros consecutivos na Libertadores (Santos, Corinthians e Atlético) constituem também uma inédita no torneio - descontando-se, claro, as séries conquistadas por um só time.
- pra fechar o tema, mais uma série histórica: os quatro títulos brasileiros da sequência atual foram conquistados por técnicos que jamais haviam vencido a competição (Celso Roth, Muricy, Tite e Cuca).
- Ronaldinho Gaúcho é o primeiro campeão da Libertadores que já foi agraciado com o título de melhor do mundo da FIFA. Cabe registrar que são poucos os detentores da honraria que já jogaram o principal torneio sul-americano. Breve retrospectiva: Romário caiu com o Vasco nas quartas em 2001; Ronaldo perdeu, com o Cruzeiro, para o Unión Española em 1994 e, com o Corinthians, para o Tolima em 2010; Rivaldo esteve no Palmeiras derrotado para o Grêmio em 1995 e no Cruzeiro que perdeu para o Deportivo Cali em 2004. Messi e Kaká, os outros dois sul-americanos eleitos melhores do mundo, não disputaram nenhuma edição da Libertadores.
- também sobre Ronaldinho, ele entrou para um seletíssimo grupo de jogadores que já foram campeões de Libertadores, Champions League e Copa do Mundo, ao lado de Cafu, Dida e Roque Júnior.
E vai aí um quadro de medalhas referente ao desempenho dos times brasileiros na história da Libertadores. Adotei o critério-judô na hora de definir as medalhas de bronze - ou seja, todos que chegaram à semifinal vão para o pódio. O método é necessário porque não há, na Libertadores, disputa de terceiro lugar; além disso, o torneio historicamente teve regulamentos diferentes, em que nem todos os times disputavam os mesmos números de jogos. Mais fácil (e até mesmo preciso) deixar assim mesmo.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Contratação de Ronaldinho leva Galo a grupo seleto
Praticamente tudo o que se poderia falar sobre a contratação de Ronaldinho Gaúcho já foi dito, então não choveremos no molhado. Vamos colocar nosso foco sobre outro aspecto da transação: com o negócio, o Atlético-MG passa a integrar a lista dos clubes brasileiros que já tiveram um 'melhor jogador do mundo' em suas fileiras.Por 'melhor jogador do mundo', deixemos claro, nos referimos àqueles consagrados pela Fifa como tal. A federação internacional concede o prêmio desde 1991. Então, não há como nos referirmos a Pelé, Garrincha, Rivelino e tantos outros mitos da bola. OK?
Esclarecimento feito, vamos em frente. A lista crua dos times brasileiros nos quais já atuou um melhor do mundo, acompanhada do atleta em questão (entre parênteses, o ano da honraria) é:
América-RJ: Romário (1994), por um só jogo.
Atlético-MG: Ronaldinho Gaúcho (2005/2006), a partir de junho de 2012.
Corinthians: Rivaldo (1999), em 1993, e Ronaldo (1996/1997/2002), entre 2009 e 2011.
Cruzeiro: Ronaldo, em 1993, e Rivaldo, em 2004.
Flamengo: Romário, entre 1995 e 1999, e Ronadinho Gaúcho, em 2011 e 2012.
Fluminense: Romário, entre 2002 e 2004.
Grêmio: Ronaldinho Gaúcho, entre 1999 e 2001.
Mogi Mirim: Rivaldo, em 1992 e 1993.
Palmeiras: Rivaldo, em 1994 e 1996.
Santa Cruz: Rivaldo, em 1991 e 1992.
São Paulo: Kaká (2007), entre 2000 e 2003 e Rivaldo, em 2011.
Vasco: Romário, em um grande número de passagens.
Entre os 12 principais times do Brasil, apenas Botafogo, Internacional e Santos não tiveram um melhor do mundo no plantel. O curioso, no caso do Santos, é que o clube tornou-se famoso por ter por muitos anos o melhor jogador de todos os tempos e, nos dias atuais, ter a possibilidade de ser o único time brasileiro a ter um craque eleito pela Fifa enquanto atua no Brasil. Se Neymar continuar voando baixo, trata-se de um tabu que pode ser quebrado. A esperar.
PS: O glorioso Tupi, de Juiz de Fora (MG), por pouco não entra na lista. Em 2006, o clube contratou Romário, que chegou a posar para fotos com a camisa alvinegra, treinar com os companheiros e tudo o mais; mas a transação não foi para a frente por conta da CBF, que vetou a transferência, alegando que o Baixinho já havia trocado de clube três vezes naquela temporada.
PS 2: Se estendêssemos a lista para os técnicos que alguns dos melhores do mundo se tornaram após pendurarem as chuteiras, teríamos que incluir o Atlético-PR. O Furacão teve o alemão Lothar Matthaus, melhor do mundo em 1991, como seu técnico por um breve período em 2006.
PS 3: Ronaldo não chegou a jogar profissionalmente no São Cristóvão, por isso o clube do Rio não entra na relação.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
André volta para se firmar - ou não...
Uma das notícias mais relevantes de hoje foi a confirmação da contratação do centroavante André pelo Atlético-MG. Pretendido pelo Flamengo, André acabou optando pela equipe mineira, em virtude de uma melhor proposta apresentada.
Aos que não estão relacionando nome com pessoa, um esclarecimento: André é aquele atacante que envergava a camisa 9 do Santos no primeiro semestre do ano passado. Compunha, com Robinho e Neymar, a linha de frente de um Santos que encantou o país na primeira metade de 2010. Marcou gols importantes, como na final do Paulista contra o Santo André, e alcançou a seleção brasileira principal. Ainda no apagar das luzes do primeiro semestre, se transferiu para a Europa - primeiro para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, e posteriormente para o Bordeaux, da França.
Apesar do bom desempenho com a camisa santista, André sempre foi visto como o "patinho feio" daquela equipe. E o motivo para tal, mais do que atuações frágeis suas, eram os jogadores com quem jogava. "Com Neymar, Robinho e Ganso até eu" - esta frase foi muito ouvida por aí, como o argumento mais rápido para desqualificar o centroavante.
Curiosamente, o "até eu" não se aplicou a um centroavante muito mais badalado (até então) do que André. Keirrison chegou ao Santos com status de craque após a saída de André, jogou ao lado de Neymar e não prosperou.
Ainda assim, André acabou fazendo por merecer as críticas que recebia. Suas duas passagens por times europeus foram frustrantes. Chegou a ser eleito a pior contratação da Ucrânia. Na França também virou motivo de piada, e seu retorno ao Brasil era tido como certo.
André volta agora a terras nacionais e terá como comandante Dorival Júnior, o mesmo que o treinou em sua fase de ouro no Santos. Ao contrário do que desfrutou na Vila, encontrará um time em má fase e cujas pretensões no Brasileirão estão mais próximas do "escapar do rebaixamento" do que do "lutar pelo título". Vai ser sua chance definitiva de mostrar se é um jogador de qualidade ou se é mesmo digno do rótulo do "assim até eu".
Aos que não estão relacionando nome com pessoa, um esclarecimento: André é aquele atacante que envergava a camisa 9 do Santos no primeiro semestre do ano passado. Compunha, com Robinho e Neymar, a linha de frente de um Santos que encantou o país na primeira metade de 2010. Marcou gols importantes, como na final do Paulista contra o Santo André, e alcançou a seleção brasileira principal. Ainda no apagar das luzes do primeiro semestre, se transferiu para a Europa - primeiro para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, e posteriormente para o Bordeaux, da França.
Apesar do bom desempenho com a camisa santista, André sempre foi visto como o "patinho feio" daquela equipe. E o motivo para tal, mais do que atuações frágeis suas, eram os jogadores com quem jogava. "Com Neymar, Robinho e Ganso até eu" - esta frase foi muito ouvida por aí, como o argumento mais rápido para desqualificar o centroavante.
Curiosamente, o "até eu" não se aplicou a um centroavante muito mais badalado (até então) do que André. Keirrison chegou ao Santos com status de craque após a saída de André, jogou ao lado de Neymar e não prosperou.
Ainda assim, André acabou fazendo por merecer as críticas que recebia. Suas duas passagens por times europeus foram frustrantes. Chegou a ser eleito a pior contratação da Ucrânia. Na França também virou motivo de piada, e seu retorno ao Brasil era tido como certo.
André volta agora a terras nacionais e terá como comandante Dorival Júnior, o mesmo que o treinou em sua fase de ouro no Santos. Ao contrário do que desfrutou na Vila, encontrará um time em má fase e cujas pretensões no Brasileirão estão mais próximas do "escapar do rebaixamento" do que do "lutar pelo título". Vai ser sua chance definitiva de mostrar se é um jogador de qualidade ou se é mesmo digno do rótulo do "assim até eu".
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