O primeiro post (pra valer) do Escanteio Curto foi sobre o centroavante André, revelado pelo Santos e que hoje está no Atlético-MG. Debateu-se a volta de André ao futebol nacional, que deveria ser uma redenção ao atleta, queimado após fiasco em dois times da Europa. Na ocasião, ressaltei que a decadência de André foi prevista por muitos, já que, na visão destes, ele não tinha muitos méritos por jogar ao lado de Robinho, Neymar e Ganso, que o serviriam ótimas bolas.
Eis que o momento atual do Santos tem consagrado um centroavante. Borges, que veio do Grêmio e que ontem foi a peça-chave para que o Peixe buscasse um épico empate contra o Internacional, após estar perdendo por 3x0 até mais da metade do segundo tempo. Borges fez dois gols (um deles magistral) e participou do outro. É o artilheiro do Brasileirão até o presente momento.
Desde que a base do atual Santos foi montada, Borges é o quarto homem a vestir a camisa 9. O antecederam André, Keirrison e Zé Eduardo. Sobre André já falamos. Keirrison foi pífio, como todos sabem. E Zé Eduardo, embora tenha até mostrado qualidade em alguns jogos, deu raiva na torcida santista durante a Libertadores.
De modo que Borges e seu momento atual mostram que o "assim até eu", tão apregoado para desprezar os méritos de André, não é procedente. Borges tem sido decisivo, letal, fundamental para que o Santos mostre algumas fagulhas de bom futebol no campeonato. E não apenas como "homem que empurra pra dentro". Desempenha com qualidade uma importante função tática e acaba liberando mais espaço para Neymar - o sobrecarregamento do menino durante a Libertadores foi assustador.
O Santos segue mal na tabela e, olhando na frieza dos números, escapar do rebaixamento é uma meta mais tangível do que qualquer outra. Mas não dá para negar que há uma certa aura de "boa fase" na Vila - são quatro jogos de invencibilidade.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
"Até eu"? Não, não
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terça-feira, 19 de julho de 2011
André volta para se firmar - ou não...
Uma das notícias mais relevantes de hoje foi a confirmação da contratação do centroavante André pelo Atlético-MG. Pretendido pelo Flamengo, André acabou optando pela equipe mineira, em virtude de uma melhor proposta apresentada.
Aos que não estão relacionando nome com pessoa, um esclarecimento: André é aquele atacante que envergava a camisa 9 do Santos no primeiro semestre do ano passado. Compunha, com Robinho e Neymar, a linha de frente de um Santos que encantou o país na primeira metade de 2010. Marcou gols importantes, como na final do Paulista contra o Santo André, e alcançou a seleção brasileira principal. Ainda no apagar das luzes do primeiro semestre, se transferiu para a Europa - primeiro para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, e posteriormente para o Bordeaux, da França.
Apesar do bom desempenho com a camisa santista, André sempre foi visto como o "patinho feio" daquela equipe. E o motivo para tal, mais do que atuações frágeis suas, eram os jogadores com quem jogava. "Com Neymar, Robinho e Ganso até eu" - esta frase foi muito ouvida por aí, como o argumento mais rápido para desqualificar o centroavante.
Curiosamente, o "até eu" não se aplicou a um centroavante muito mais badalado (até então) do que André. Keirrison chegou ao Santos com status de craque após a saída de André, jogou ao lado de Neymar e não prosperou.
Ainda assim, André acabou fazendo por merecer as críticas que recebia. Suas duas passagens por times europeus foram frustrantes. Chegou a ser eleito a pior contratação da Ucrânia. Na França também virou motivo de piada, e seu retorno ao Brasil era tido como certo.
André volta agora a terras nacionais e terá como comandante Dorival Júnior, o mesmo que o treinou em sua fase de ouro no Santos. Ao contrário do que desfrutou na Vila, encontrará um time em má fase e cujas pretensões no Brasileirão estão mais próximas do "escapar do rebaixamento" do que do "lutar pelo título". Vai ser sua chance definitiva de mostrar se é um jogador de qualidade ou se é mesmo digno do rótulo do "assim até eu".
Aos que não estão relacionando nome com pessoa, um esclarecimento: André é aquele atacante que envergava a camisa 9 do Santos no primeiro semestre do ano passado. Compunha, com Robinho e Neymar, a linha de frente de um Santos que encantou o país na primeira metade de 2010. Marcou gols importantes, como na final do Paulista contra o Santo André, e alcançou a seleção brasileira principal. Ainda no apagar das luzes do primeiro semestre, se transferiu para a Europa - primeiro para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, e posteriormente para o Bordeaux, da França.
Apesar do bom desempenho com a camisa santista, André sempre foi visto como o "patinho feio" daquela equipe. E o motivo para tal, mais do que atuações frágeis suas, eram os jogadores com quem jogava. "Com Neymar, Robinho e Ganso até eu" - esta frase foi muito ouvida por aí, como o argumento mais rápido para desqualificar o centroavante.
Curiosamente, o "até eu" não se aplicou a um centroavante muito mais badalado (até então) do que André. Keirrison chegou ao Santos com status de craque após a saída de André, jogou ao lado de Neymar e não prosperou.
Ainda assim, André acabou fazendo por merecer as críticas que recebia. Suas duas passagens por times europeus foram frustrantes. Chegou a ser eleito a pior contratação da Ucrânia. Na França também virou motivo de piada, e seu retorno ao Brasil era tido como certo.
André volta agora a terras nacionais e terá como comandante Dorival Júnior, o mesmo que o treinou em sua fase de ouro no Santos. Ao contrário do que desfrutou na Vila, encontrará um time em má fase e cujas pretensões no Brasileirão estão mais próximas do "escapar do rebaixamento" do que do "lutar pelo título". Vai ser sua chance definitiva de mostrar se é um jogador de qualidade ou se é mesmo digno do rótulo do "assim até eu".
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